sábado, 9 de fevereiro de 2013

#1 - Saiba quem está tratando de seus dentes

 Quando eu procurei tratamento ortodôntico, eu era muito pequena. Devia ter uns 10 ou 11 anos quando tudo começou. No inicio, meus pais acreditavam que meu problema poderia ser resolvido só com o famoso "aparelho" e durante muito tempo (4 anos, se não me engano) usei diversos instrumentos de tortura. Eu os chamava assim quando era criança Detestava usar. Tanto os móveis quando os fixos. Na verdade, eu não usava os móveis. Me irritavam. Tinha um que você fixava no céu da boca. E você não conseguia engolir nada. Dava uma sensação estranha, mas acima de tudo, depois de um tempo, vinha a dor. Ele forçava sua maxila a se dilatar. Esse era móvel. Eu não usava simplesmente porque me machucava. Depois de uma semana, chegava no dentista e ele perguntava: "E aí, senhorita? Usou o aparelho?" E eu respondia: "Mais ou menos". No caso ele verificou que nesse mais ou menos tinha mais menos. Pois ele inventou o mesmo aparelho só que fixo! Tortura total! Ficava agarrando comida entre o céu da boca e o aparelho. Ficando difícil a higienização.
Além desses, tinha outros dois ainda piores! Lembro bem dessa palavra. Era uma palavra do mal! Do bicho ruim. Se chamavam mentoneiras. E pior não poderiam ser. Encontrei algumas fotos na internet desse instrumento pavoroso!


 

Eu usei esses dois. O primeiro me deu uma alergia no queixo. O tecido que o revestia fazia minha pele coçar. Não usei por muito tempo por causa desse fato. O segundo, ficava preso na sua casa através de dois elásticos prendidos nos dentes lá de trás. Fazia muuuuita pressão. Doía demais! Usei ainda menos por causa da tamanha dor.

Eu usei ainda mais outros. Mas todos, eu disse, todos me causaram muita dor e sofrimento. Se você quer mais motivos para passar por uma cirurgia indolor... Meu irmão, acredite. Eu ainda tenho! É só continuar lendo.

Depois desses 4 anos tentando, EM VÃO, fazer um milagre, fui a um otorrinolaringologista. Sim! A um otorrinolaringologista! Pois estava com dor o ouvindo entupido (Dizem que o esforço que você faz com a mordida errada faz com que seu ouvido produza mais cera do que o normal, minhas visitas ao otorino eram constantes). Chegando lá, com o meu pai, ele disse: Isso aí, só com cirurgia. E meu pai ficou tipo: O que? Como assim? E ele praticamente deu uma aula do meu caso e apresentou um cirurgião muito bom. O melhor do Brasil, se não me engano.

Para quem tem curiosidade em saber. O nome do cirurgião é Dr. Roberto Prado.

No dia que fui vê-lo ele notou que minha correção por meio de aparelhos estava completamente fora dos padrões. Ele não falou com essas palavras, mas pude sentir o que ele quis dizer: Eu estava usando na boca um trabalho mal feito. Estava totalmente errado. Ele até tinha arrancado dois dentes permanentes para ajudar na "tentativa de camuflagem". Daí ele me recomendou uma outra profissional. Uma dentista muito boa que me preparou para tão esperada cirurgia. Agora o negócio, pelo menos, tinha foco. E eu me senti muito melhor. Extremamente cuidadosa, a nova dentista era perfeccionista. E isso me deixava muito mais a vontade. Eu via progressos e o melhor: Ela conseguia dar um tempo de relaxamento para meus dentes. Enquanto o outro apertava e fazia minha arcada dentária ficar dolorida por dias, esta apertava de poucos em poucos. Ficava, no máximo, dois dias com a arcada dolorida. Mas nada que um remédio não resolvesse.

Para você que deseja começar um tratamento focado na cirurgia, saiba com quem está trabalhando. Sim, trabalhando. Você tem que notar um progresso. Procure o melhor, nem que tenha que pagar mais por isso. Assim terá menos sofrimento. Tanto o cirurgião quanto a dentista me deixaram muito satisfeita e confortável. E sabendo que foi o cirurgião que recomendou a dentista, ficou ainda mais fácil a comunicação. Comunicação é muito importante nessa etapa. O seu/sua dentista pode manter contato com o cirurgião e ele poderá acompanhar o andamento, podendo indicar melhorias.

Saiba quem está tratando de seus dentes!!

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