Eu sentei junto com meus pais para ver o documentário.

O último caso, era sobre um rapaz que estava pintando uma igreja em cima de um cesto de guindaste quando se aproximou demais de fios elétricos. Dallas Wins perdeu o rosto inteiro, seus olhos foram queimados. Milhares de volts haviam percorrido o corpo dele e foi incrível ter sobrevivido. Quando seu corpo chegou na emergência, não só sua pele como também seus ossos estavam negros. Era a chamada Queimadura de 4° grau. O cabelo, havia sido derretido e se fundido com a pele morta. Os médicos tiveram que retirar toda a pele e Dallas ficou, literalmente, um crânio e os médicos tinham que fazer alguma coisa. Eles tiveram que retirar pele de outras partes do corpo para reconstruir um rosto novo, sem olhos. Sem dúvida, a parte mais tocante, foi a parte do documentário que eles explicaram a preocupação de Dallas ao aparecer em público e para mostrar seu novo rosto para a filha pequena. Mas a filha não se importou com a aparência do pai e quando ele chegou em casa, foi correndo em direção a ele gritando "papai!". Mas mesmo assim, ao sair na rua, Dallas sofria preconceito e temeu pelo futuro da filha.
Alguns anos depois, os médicos ofereceram a Dallas um transplante de rosto. A medicina finalmente tinha chegado a um ponto onde era possível colocar o rosto de outra pessoa em alguém que necessitava. Dallas aceitou na hora, mesmo os médicos nunca terem feito uma cirurgia igual antes. Resultado: O rosto novo de Dallas era agora mais humano. As pessoas continuam olhando, mas o nível de normalidade dentro dos padrões impostos pela sociedade estava estabilizado.Quando eu vi esse documentário, eu fiquei com uma vontade horrível de chorar. Ao mesmo tempo que considerei Dallas o homem mais incrível do mundo, senti muita pena. Meu caso não chegava nem aos pés. Meu sofrimento não teve comparações com o dele. Meu pós cirúrgico nunca será uma desculpa perto do que ele se submeteu para dar um futuro melhor a filha. Lembrando que ele perdeu a visão, além de todos os problemas. Todos os meus medos em relação a minha cirurgia haviam sumido. Não me permiti ao direito de reclamar uma vez sequer do que iam fazer em meu rosto, pois ao contrário dele... Estava fazendo uma cirurgia considerada 80% estética. Eu fiquei muito chocada com o documentário e para quem quiser assistir, encontrei o episódio no youtube, mas fiquei triste pois cortaram um pedaço da história de Dallas.
Além de Dallas a história de um menino que nasceu com o rosto deformado. Outro dia, já operada, assisti ao documentário novamente e vi a história do garotinho e me fez chorar. Existem pessoas cujo os casos são infinitamente piores do que o meu. Imaginei que me colocar para baixo seria egoísmo, desde então não me arrependo de ter feito essa cirurgia. Não foi nenhum sacrifício. Não houve dor.
Só desejo que a medicina possa evoluir cada vez mais para dar felicidade a pessoas como essas. É incrível como já está evoluída. Mas gostaria de ver mais avanço nesse setor.
Um dia antes da cirurgia eu fui internada em um hospital do Rio de Janeiro. Minha família foi comigo.
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| Chegamos cedo demais e tivemos que esperar 1h até podermos ir para o quarto kkkk |
Quando finalmente o quarto foi liberado fiquei triste por saber que a internet não estava liberada naquele horário. Mas pelo menos na TV do quarto tinha alguns canais da TV assinada (Quer mais conforto que isso?)
Gente, agradeçam por hoje em dia os quartos possuírem televisão, monitoramento e até mesmo algo que você não viveria sem: Ar condicionado! Alguns anos atrás essas mordomias não se era imaginável dentro de um hospital. Os doentes é que tinham que levar seus próprios televisores e ventiladores. Os hospitais na atualidade estão bem melhores. Eu fiquei num quarto particular, do qual o plano cobriu. Tive o apoio de toda a minha família. Na foto ao lado: Meu primo, minha irmã, eu e meu pai. Minha mãe bateu a foto.Durante aquela noite, tomei um banho e recebi um telefonema da anestesista. Ela perguntou algumas informações básicas como peso e altura (Isso é importante saber pois a quantidade de anestesia é baseada em seu corpo). Mais tarde, ela foi me visitar pessoalmente. Também recebi a visita do Dr. Diego, um dos assistentes do cirurgião Dr. Roberto Prado. Uma pessoa fantástica. Ele foi testar os moldes que havia tirado alguns dias antes. E finalmente, estava tudo certo. Finalmente!
O enfermeiro chefe também foi lá se apresentar. Ele era tão bem humorado! As enfermeiras apareciam a todo momento perguntando se queríamos alguma coisa. Era tudo muito bem organizado. Confesso que talvez um hospital público não tenha tanta atenção com os pacientes. Mas, gente, escolham um bom plano de saúde, se quiserem o máximo de conforto. Minha mãe ficou do meu lado a todo momento e dormiu lá. Isso também é muito importante. Se não tiverem a atenção médica, saibam ter alguém da família por perto. Não que os médicos não sejam precisos. Mas o mais importante nessa parte é a força que você terá. E quando você tem pessoas que te amam perto de você, é muito melhor. Não senti medo por nenhum momento. Naquela noite recebi mais SMSs desejando boa sorte e a ligação de uma amiga, fantástica. A Manu. :) Me bateu muita saudade e me prometi que um dia estaríamos juntas comendo algo bem gostoso e assistindo a um bom filme como nos velhos tempos. Na foto ao lado não tive vergonha de mostrar minha mordida: Afinal, ela estava com os dias contados! Bang!


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